Loading
Bolívia

Depois da Evonomics, agora é a vez do default de Luis Arce

O presidente da Bolívia Luis Arce Catacora é um economista que sabe o peso da palavra default. Por essa razão, ele escalou o seu ministro da Economia, Marcelo Montenegro, para cuidadosamente contornar o termo que nada mais nada menos significa calote.

Montenegro disse que a Bolívia recorrerá aos credores internacionais para ganhar mais tempo para pagar a sua dívida externa. Segundo ele, o objetivo é “suspender os pagamentos da dívida” até que o país possa se recuperar economicamente.

Arce empurra a responsabilidade da crise econômica para o governo interino de Jeanine Añez, que durou de novembro de 2019 até outubro desde ano. Além dos efeitos globais do coronavírus. Mas a Bolívia já caminhava para o abismo financeiro durante o governo de Evo Morales e o ministro da Economia era ninguém menos que Luis Arce.

A postagem abaixo é de março de 2019. E mostra o comportamento das reservas internacionais do país andino comparadas com as da Venezuela, de Nicolás Maduro. O colapso financeiro dos dois países seguia a mesma tendência desde 2015.

Em catorze anos de governo, Evo Morales conseguiu manter taxas de crescimento econômico invejáveis na Bolívia. Seu ministro da economia era o atual presidente Luis Arce. O sucesso de Morales foi tamanho que os entusiastas com desemprenho boliviano chegaram a chamar o processo de Evonomics.

No governo Morales, a economia da Bolívia cresceu em média 4,9% ao anos, o PIB per capta teve um incremento de 50% em treze anos e o percentual da população vivendo na pobreza caiu de 60% em 2006 para 35% em 2017.

Apesar de saírem de um patamar baixo, os número impressionantes da Bolívia davam a Evo Morales a simpatia de setores menos à esquerda que viam no cocaleiro e seu ministro Arce uma parceria pragmática.

Mas Morales usou a bonança econômica para financiar seu planos de perpetuação no poder. Distribuiu dinheiro em programas sociais em portas de saída. Torrou as reservas do país manipulando o câmbio e endividou o país.

Em 2018, chegou a contrair um empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para cobrir despesas correntes.

A Bolívia quebrou nas mãos de Evo Morales. Em 2019, ele deixou o país e uma bomba relógio que explodiu nas mãos do governo de transição. A covid-19 veio a calhar para esconder o fracasso da Evonomics que leva agora Luis Arce Catacora a decretar uma moratória gradual.

A Bolívia quebrou e não vai pagar ninguém tão cedo.

 , ,
Wordpress Social Share Plugin powered by Ultimatelysocial