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Defesa

Os caças Gripen sequer voaram no Brasil e já venceram duas guerras no país

O primeiro caça Gripen, de fabricação sueca, desembarcou no Brasil ontem. Ele chegou ao Porto de Navegantes, em Santa Catarina, no porão de um navio. A decolagem inaugural, em solo brasileiro, está prevista para sexta-feira (25). Mas, mesmo antes de jamais ter voado pelo espaço aéreo do Brasil, o Gripen já venceu dois inimigos que infernizam a vida dos brasileiros: a corrupção e a ideologia.

Os primeiros movimentos para a compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) tiveram início em 1998. Ao longo dos anos, estiveram na disputa o Rafale francês, o F-18 americano e o Sukhoi russo. Esse último foi desclassificado da concorrência ainda em 2003, por questões técnicas.

Em 2013, o Brasil havia batido o martelo. Ia fechar contrato com os americanos. Os caças escolhidos eram os F-18, fabricado pela Boeing. O anúncio da compra, porém, foi abortado pela presidente Dilma Rousseff depois da revelações de que a NSA, uma das agências de inteligência dos Estados Unidos, havia bisbilhotado a presidente e a Petrobras, além de outros 34 líderes mundiais.

O escândalo detonado pelo ex-prestador de serviços para NSA, Edward Snowden, caiu como uma luva para o governo petista, que não havia digerido bem a preferência dos militares brasileiros pelos caças F-18, para implodir o negócio.

O então ministro da Defesa, Celso Amorim, abraçou as pretensões da Rússia – que por sinal até hoje dão guarida para Snowden – para reabilitar os caças Sukhoi. A campanha liderada pelo ex-chanceler altivo veio sequência de uma trapalhada cujos efeitos são sentidos até hoje.

Amorim trouxe os Sukhoi para disputa no ato que que firmou um acordo de 2 bilhões de reais para aquisição de sistemas de defesa antiaérea reprovados pelos militares brasileiros (mais detalhes aqui).

Caça Sukhoi da Força Aérea da Venezuela: dois já caíram por falta de manutenção

A decisão dos petistas levou pânico aos brigadeiros que já haviam engolido a compra de helicópteros Mi-35, que por falta de peças de reposição passam mais tempo no chão que no ar. E pela tenebroso processo de definição pela compra dos sistemas de defesa antiaéreos russo que tinha à frente um militar flautista, cujo maior predicado era ser casado com a ministra de relações institucionais do governo Dilma e a Odebrecht.

A preocupação dos comandantes militares  tinha um ingrediente adicional. A experiência da Venezuela. Chávez comprou 24 aviões de combate Sukhoi e 30 helicópteros russos. A falta de suporte russo, condenou as aeronaves so sucateamento. Informações dos militares locais indicam que mais de 80% dos equipamentos não funcionam mais. Pelos menos seis helicópteros haviam caído quando o Brasil de Dilma e Amorim namorava com os russo, tendo matando 31 militares venezuelanos. Entre os caças, dois já foram destruídos em acidentes devido à falta de manutenção.

A vitória dos Gripen foi um meio termo em que os envolvidos conseguiram construir uma saída técnica e econômica capaz de driblar o antiamericanismo de Amorim e Dilma e evitar o fiasco que seria a aquisição aviões russos, que apesar de serem reconhecidos como excelentes aviões, possuem uma lógica de pilotagem absolutamente alienígena para os pilotos brasileiros. Como se não bastasse, seus sistemas não comunicavam com os já empregados pela FAB no Brasil, o que acarretaria um verdadeiro caos no céu.

Por pouco, o Brasil não caiu repetiu o erro dos venezuelanos. Muito pouco mesmo.

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