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Venezuela

Com atraso de sete anos, ONU fala em crimes de Maduro

Com sete anos de atraso, a Organização das Nações Unidas reconheceu que Nicolás Maduro cometeu crimes conta a humanidade. Um relatório divulgado hoje apresenta detalhes da acusação contra o ditador venezuelano que desde 2013 comanda a Venezuela sob uma série de protestos que, sempre ocorreram ao longos dos anos, foram duramente reprimidos pelo aparto policial do regime. Além de Maduro, foram indicados como coautores dos mesmos crimes o ministro da Defesa Vladimir Padrino, e o ministro do interior Néstor Reverol.

Enquanto a ONU ficava em silêncio sobre as violações de Maduro, a Venezuela mergulhava no abismo da crise econômica, social e institucional. Mais de 70% do PIB foi pulverizado e cerca de 5 milhões de venezuelanos deixaram o país fugindo da fome e da violência do aparato estatal.

O documento da ONU tem valor para que as vítimas possam buscar reparação, pois os crimes contra a humanidade são imprescritíveis e Maduro pode vir a ser denunciado na Corte de Haia, que julga esse tipo de crime.

Mas o relatório vem acompanhado de uma idiossincrasia e uma extemporaneidade. A Venezuela de Maduro tem assento no Conselho de Direitos Humanos da ONU, o mesmo que agora narra as atrocidades de seu presidente.

Durante o ano de 2017, quando ocorreu uma das ondas de protestos contra Maduro, os venezuelanos passaram mais de seis meses enfrentando a brutalidade das forças do governo, enquanto a comunidade internacional assistia. Foram contabilizados mais de 120 mortos e milhares feridos.

Exauridos, os venezuelanos voltaram para casa para chorar seus mortos, curar suas feridas e resolver os seus problemas mais básicos como o de sobrevivência física em um país onde não há comida para todo mundo.

Maduro é um criminoso. Seu regime uma as maiores anomalias surgidas no continente e que até hoje conta com a complacência de aliados da esquerda latino-americana e o suporte financeiro de seus aliados russos e chineses.

O relatório chega em um momento em que a oposição se esfaqueia em uma briga fraticida se abraçam ou não a proposta do regime de realizar eleições proporcionais. Cada vez mais sem apoio, Juan Guaidó que esperava ter assumido a presidência na vacância de Maduro, está emparedado entre a proximidade do fim de seu tempo como encarregado e a falta de horizonte para uma Venezuela sem maduro.

O relatório da ONU acendeu a esperança dos venezuelanos que apostam que Maduro se abalará com o documento ou que o mundo tomará a coragem de derrubar Maduro já que até a omissa ONU já carimbou o ditador como um criminoso.

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