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América Latina

A “Farc” do Paraguai atua na fronteira com o Brasil

Bem na fronteira do Paraguai com o Brasil, um grupo terrorista tem expandido suas ações e emparedado o governo local. Imitando as Farc, da Colômbia, o Exército do Povo Paraguaio (EPP) mistura o marxismo com elementos das insurgências latino-americanas e terrorismo. O resultado: um grupo violento que desde 2010 já cometeu 77 atentados e passou a controlar áreas do território, justamente onde há intensa produção de maconha que é traficada par Brasil e Argentina.

Nesta semana (no dia 9/9), o EPP deu um novo golpe. Sequestrou o ex-vice presidente do Paraguai Óscar Denis. A ação dos narcoterroristas é considerada uma retaliação a uma ação policial que resultou na morte de duas crianças de onze anos — provavelmente filhas de lideranças da organização — em um dos acampamentos do EPP.

O EPP exige em troca de Denis, a libertação de dois de seus membros presos pelas autoridades paraguaias e 2 milhões de dólares em alimentos para serem entregues nas áreas mais carentes, onde o grupo atua.

As cestas básicas do EPP, como se vê acima, são um recurso que a organização usa para comprar a simpatia dos camponeses.

Repetindo o modelo das FARC, da Colômbia, o EPP se mantém com tráfico de drogas, extorsão e sequestros. A tática de usar o assistencialismo como ferramenta de recrutamento e convencimento da população interiorana mostra como o EPP tem se esforçado para garantir o controle territorial por meio da adesão popular.

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