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Terrorismo

Os ecos de uma tragédia sem fim

Há dezenove anos, os Estados Unidos foram alvo do maior atentado terrorista da história. Extremistas da al Qaeda – organização fundada e liderada pelo saudita Osama bin Laden – lançaram um ataque coordenado contra as torres do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, na capital Washington. Um terceiro avião, que havia sido sequestrado pelos terroristas, caiu na Pensilvânia.

Bin Laden queria fazer uma reengenharia do mundo. Mostrar que a maior potência militar e econômica do planeta era vulnerável. Seus jihadistas não mataram apenas as 2.977 vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001. Eles deram início a uma nova onda de terrorismo sectário de redesenhou o mapa da violência política e por mais irônico que possa parecer foi o gatilho para uma onda violência sectária na qual as maiores vítimas são os próprios muçulmanos.

O mapa abaixo mostra quando e onde ocorreram atentados terroristas entre os anos de 1970 e 2017. Como ele é interativo, é possível navegar pelos anos e observar a mudança da intensidade do terror e as regiões onde ele ocorreu.

Entre os anos de 80 a 90, do século passado, a América Latina foi um dos lugares mais quentes para esse tipo de violência que emprega o medo como arma. Por um momento, as FARC, da Colômbia, e o Sendero Luminoso, do Peru, foram as organizações terroristas mais ativas e letais do planeta.

Algumas das maiores carnificinas da esquerda armada latino-americana se deram nas franjas do Brasil sem que a maioria dos brasileiros jamais se dessem conta dos horrores cometidos em nome da tal revolução socialista ou comunista.

O mapa mostra também como depois dos atentados de 11 de setembro – iniciando por Paquistão, Afeganistão, Sudão e Argélia, países de maioria islâmica e com a presença de grupos terroristas de matriz religiosa – os atentados terroristas passam a ser cometidos por mulçumanos contra muçulmanos.

O mundo inteiro pagou pelo alto preço do terrorismo da al Qaeda. Mas ninguém mais que os muçulmanos, que a rede terrorista dizia representar ou defender, pagou mais caro pela detonação da violência iniciada por Bin Laden.

Os números mostram que nos dez países que mais registaram atentados e mortes nos últimos vinte anos de terrorismo jihadista pós-11 de setembro, todos são de maioria islâmica. Em 2018, nada mais nada menos que 87% dessas mortes por terrorismo ocorrerem nesses países.

Bin Laden sonhava com a destruição do Ocidente. Com o apoio dele brotam diversas outras organizações com o mesmo objetivo. A mais letal delas, o Estado Islâmico (ISIS), emergiria de suas cinzas.

Todas elas foram capazes de causar feridas profundas. A maior delas é relembrada hoje. Mas o Ocidente segue resiliente com suas contradições e, sobretudo, virtudes.

O que os extremistas islâmicos conseguiram foi empurrar milhões de muçulmanos para miséria, violência, radicalismo e desterro.

Bin Laden perdeu.

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