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Estados Unidos

A Califórnia está em chamas e não há novidade nisso

A fumaça que se vê na imagem de satélite acima mostra uma densa coluna de fumaça que cobre o litoral da Califórnia e tem deixado o ar da Costa Oeste dos Estados Unidos irrespirável. Ela é resultado de milhares de incêndios colossais que já torram mais de 12.000 quilômetros quadrados de vegetação.

Comparada com 2019, a temporada de incêndios deste ano assumiu proporções superlativas. A área atingida pelas chamas já é 24 vezes maior da temporada anterior.

Mas se olharmos seriamente para o passado recente ou o nem tanto assim, a história da Califórnia está demarcada por incêndios ainda mais poderosos e extensos que os vistos em 2020.

Os arquivos do jornal The New York Times trazem relatos impressionantes do céu escurecido pela fumaça, ao ponto que muitos pensavam se tratar do juízo final.

Como muitos ao redor do globo, o ex-presidente Barack Obama atribuiu a tragédia às mudanças climáticas e pediu votos para Joe Biden. Uma espécie de solução derradeira contra o cataclismo mundial.

O intrigante, mostra os arquivos do NTY, é o fato de que os incêndios mais colossais da região ocorreram antes mesmo do início da era industrial.

Não se trata de negar ou não o aquecimento global. O fato é que a Califórnia sempre queima nessa época do ano. Muito antes dos seres humanos acenderem a primeira caldeira industrial ou abastecer um automóvel pela primeira vez.

A Califórnia queima por falta de manejo e gestão adequada das florestas que geram toneladas e toneladas de matéria orgânica ao longo do ano e que nas secas de verão se transformam em combustível para as queimadas como as que vemos neste ano.

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