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América Latina

Evo Morales não desiste de tocar fogo na Bolívia

O ex-presidente boliviano Evo Morales fugiu do país em novembro de 2019 em meio a uma série de protestos. As manifestações tiveram início com a descoberta de uma série de fraudes na eleição presidencial na qual ele tentava se eleger para o seu quarto mandato.

Desde o exílio, Morales comandou uma reação violenta, valendo-se do controle que detém dos entidades produtoras de coca, que são as mesmas que abastecem a produção de cocaína no país. Mesmo quando esteve à frente do governo, Evo Morales jamais deixou de presideir as Confederações Produtoras de Coca do Trópico de Cochabamba.

Do exílio, o cocaleiro vendeu a tese de que havia sido vítima de um golpe e ganhou o reforço dos amigos bolivarianos da Argentina, Venezuela e Cuba.

Como parte da construção do personagem vítima de um golpe, Evo Morales apresentou sua candidatura ao Senado, mesmo sabendo que jamais poderia postular para uma vaga no legislativo.

A despeito de todos os crimes pelos quais responde — o mais recente deles estupro de uma menor com a qual ele é acusado de manter relações sexuais desde de quando ela tinha apenas 14 anos — a lei eleitoral impede a inscrição de cidadãos que não residem no país.

A legislação prevê que o candidato tem que ter residido pelo menos por dois anos ininterruptos no país para poder ter o direito de disputar eleições proporcionais.

Morales sabe muito bem disso. Mas quem reproduz o seu discurso de eterna vítima não. O resultado será a mais recente campanha de desinformação que pode justificar o uso dos recurso violentos de Morales e seus cocaleros para emparedar quem quer que ameace os seus negócios poder.

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