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Mundo

Covid-19 é um problema que “não existe” nas ditaduras

O quadro a seguir mostra o óbvio. Mas nem sempre as obviedades são dispensáveis. Nos regimes autocráticos, os dados da pandemia de coronavírus são mais uma peça de ficção das ditaduras.

Comparados com a média mundial de mortes, somente o Irã e o Bahrein, apesentaram desempenhos piores.

Os aiatolás iranianos não se diferem das demais ditaduras por maior grau de transparência. O país persa enfrentou uma epidemia de dimensões apocalípticas, que legou o líder supremo aiatolá Ali Khamenei a afirmar que a resposta para crise só poderia ser dada pelo iman Mahdi — figura da mitologia islâmica, cuja aparição é associada ao fim do mundo.

Enquanto a China foi capaz de manter os números reais da epidemia sob a névoa da ditadura, o Irã, ao que tudo indica, diante da incapacidade de lidar com o coronavírus, usou a peste como parte da propaganda escatológica do regime. Apesar disso, os números não podem ser considerados confiáveis.

A média mundial de mortes por covid-19 já ultrapassou a marca de 112 por cada 1 milhão de habitantes, mas na longa lista de ditaduras existentes pelo mundo, o número de mortos não passa de 80 por 1 milhão (Turquia). Grande parte delas, a taxa de moralidade está abaixo de 9 por 1 milhão de habitantes, como é o caso de Cuba.

A ditadura caribenha tem exibido números espetaculares de contenção da doença e vendido a propaganda que está colaborando com o combate a epidemia em diversos países, como parte do marketing de exportação de mão-de-obra semiescrava de seus médicos. Mas enquanto se apresenta como exemplo para mundo, a ditadura tem imposto sucessivos lockdowns para tentar conter a expansão da doença, cujos os número são uma realidade inalcançável.

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