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China

O maior credor do planeta

A crise econômica derivada da pandemia de coronavírus pode representar uma mudança profunda na forma que a China conduzia seu modelo de expansão da influência no exterior. Em 2017, os dados agregados do Banco Popular da China informavam um total de 637 bilhões de dólares em créditos pendentes no exterior. a China é o maior credor mundial. O valor supera os créditos concedidos pelo Banco Mundial ou FMI, por exemplo. 1,5% do PIB mundial é devido aos chineses.

Um dado mais recente, indica que 520 bilhões de dólares em empréstimos os países em desenvolvimento, Os dados foram compilados pelos pesquisadores do Kiel Institute for the World Economy (IfW Kiel).

A maioria dos devedores são países com baixa capacidade de arcar com seus compromissos financeiros. A China sempre trabalhou com a variável da inadimplência. Mas não com o calote generalizado.

Pequim iniciou um programa agressivo de expansão de influência por meio da concessão de linhas de crédito (não necessariamente barato) para países em desenvolvimento. Os chineses tinham um plano desenhado para o futuro. Por meio da “diplomacia do yuan”, a China aumentou sua relevância para além do mero aspecto comercial. Em caso de default, manejaria a fatura da fatura conforme seus planos estratégicos.

Em um cenário em que ocorra uma enxurrada de pedidos de renegociação, a China poderá se ver em um labirinto. A execução da dívida pode agravar as críticas ao regime que vem sendo acusado de ocultar a gravidade do novo coronavírus.

Internamente, Xi tem enfrentado críticas pelo impacto que a recessão poderá causar no recebimento dos ativos. Pequim, entretanto, não deve ser subestimada. Há sinais claros de que o país tem liderado movimentos nada óbvios em meio à pandemia. É possível que o PC chinês desenhe uma estratégia que coloque a China como o país benevolente que lidera a retomada das atividades econômicas nesses países.

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