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Estados Unidos

George Floyd não conseguia respirar

O processo contra os policiais acusados de matar George Floyd, em maio, traz uma série de elementos que sugerem uma nova abordagem sobre o incidente que foi o estopim para onda de protestos que se alastrou pelos Estados Unidos.

Os exames toxicológicos de Floyd revelaram que ele tinha níveis letais de fentanil no sangue. Quantidade que , segundo reconhecem os legistas, o levaria invariavelmente à morte. Em um memorando da promotoria, os investigadores citam uma frase do médico legista: “Se Floyd tivesse sido encontrado morto e não houvesse outros fatores contribuintes, concluiria que foi uma morte por overdose”.

A imagem do policial que manteve o seu joelho sobre o pescoço de Floyd por mais de 8 minutos é poderosa. Ela veio acompanhada do angustiante “Não consigo respirar” da vítima que, sob as lentes de um celular morria sem ar.

O laudo, entretanto, não descreve o que poderia ser um efeito físico da pressão do joelho sobre o pescoço de Floyd. Não lá lesões nos ossos e sequer nos tecidos. A imagem horrível se tornou ainda mais cruel com o resultado. Mas, talvez, o policial não estivesse sufocando Floyd. Pelo menos é o que o laudo deveria nos levar a perguntar.

Quer dizer que Floyd não morreu por causa de uma ação policial? Claro que não. Mas pode apontar para uma série de outros fatores que nem de longe justificariam a baderna e o oportunismo que vieram depois de sua morte.

Os documentos são evidências indicam que o caso pede prudência.

Sem sinais de lesão no pescoço, a frase imortalizada I can’t breathe (Eu não consigo respirar), de Floyd, pode ter sido um efeito da overdose. O laudo cadavérico não identificou o estrangulamento, mas mostrou que os pulmões apresentavam edemas e congestão. Os órgãos pesavam muito mais que o normal.

Os pulmões de Floyd estavam entupidos. Ele estava se “afogando” muito antes da operação policial.

Os efeito dos opióides sobre os pulmões estão descritos pela ciência. A ação policial é um dos fatores da morte de Floyd, mas não o único. O policial foi negligente em não perceber que estava diante de um viciado em estado de overdose. Talvez em uma crise de desespero pela falta de ar.

Um erro que não pode ser automaticamente traduzido como racismo. Independentemente do fato de Floyd ser um usuário de drogas que estava à beira da morte por overdose, ele não deixa de ser a vítima. O seu caso precisa ser visto sem o oportunismo da ONG Black Lives Matter.

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