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Estados Unidos

Os bonecos do QAnon

A imagem acima é um meme que fez sucesso depois da baderna no Capitólio. O alerta se faz necessário, pois há chances enormes de alguém achar que a indústria de brinquedos Lego realmente produziu a edição especial. Feito o alerta, a imagem é útil para representar o que aconteceu na semana passada, na sede do Congresso dos Estados Unidos.

A imprensa americana se comportou desde a confirmação da vitória de Trump, em novembro de 2016, como se a América tivesse mergulhado nas trevas. O Washington Post adotou o slogan “A Democracia morre nas trevas” e as redações em geral partiram para guerra contra tudo e todos que julgassem assemelhados ao presidente. Fenômeno bem descrito pela ex-editora de opinião do The New York Times, em sua carta de demissão.

Aproveitando-se deste ambiente, os adversários do presidente Donald Trump passaram os últimos quatro anos tentando descrever o republicano como a encarnação do mal. O coveiro da democracia americana. E deu errado. Trump perdeu a eleição para ele mesmo, ou roubado, como ele afirma e boa parte de seus apoiadores acreditam.

Foram quatro anos sem sucesso na tentativa de transformar o presidente no maior inimigo da Democracia. Na semana passada, uma minoria radical fez o serviço.

A invasão do Capitólio, que excepcionalmente estava desprotegido naquela tarde de 6 de janeiro, deu os argumentos para que todo o pavor sobre Trump se materializasse diante dos olhos da América e do mundo.

Trump errou em não considerar este cenário e por ter assistido passivamente ao processo radicalização de sua base. Uma das coisas mais bizarras é a explosão do tal QAnon que, absurdamente também é levado à sério no Brasil.

O QAnon surgiu anonimamente na internet plantando histórias mais malucas misturando realidade com ficção e conquistando a confiança de gente desiludida com o sistema. Como é anônimo qualquer um pode anexar suas maluquices ali como se fosse um grande insider conhecedor das entranhas da política americana. Inclusive gente desonesta e governos interessados em desestabilizar os Estados Unidos.

Trump, ao que parece, acreditou que este tipo de ativismo ajudava. A realidade se mostrou implacável. Depois de quatro anos sob ataque de toda ordem de detratores, foram os seus seguidores mais acalorados que entregaram a sua cabeça. Leia mais na coluna desta semana em a Gazeta do Povo.

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