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Venezuela

Quem os matou não foi o mar, mas o chavismo

Menos de oito quilômetros separam a costa da Venezuela da do vizinho Trinidad y Tobago. Uma distância bem menor que os 13 quilômetros de extensão da ponte que conecta o Rio de Janeiro a Niterói. Nos últimos dois anos, mais de cem venezuelanos morreram tentando escapar da miséria e violência do chavismo. Somente nesta semana, foram vinte vítimas. Alguns estimam que o número pode chegar a cinquenta.

A tragédia ocorreu no mesmo dia em que María Gabriela Chávez, a filha mais velha de Hugo Chávez relembrou no Twitter o dia no aniversário do primeiro encontro de seu pai com o ditador cubano Fidel Castro, há 26 anos.

Chávez transformou a Venezuela em uma cópia aprimorada de Cuba. Melhorada na sua capacidade de destruir. A mimetização com o castrismo se deu no crime disfarçado de política, na repressão, na disseminação da miséria e no êxodo.

Quase cinco milhões de venezuelanos deixaram o país. A maioria se refugiou na Colômbia e vários outros recorreram ao Brasil. Alguns deles pela rota marítima. Assim como os balseiros cubanos que arriscam a vida para chegar em Miami.

Os mortos na travessia não são os únicos. Eles são símbolo do naufrágio de um país inteiro.

Ontem, a Corte Penal Internacional reconheceu que o regime de Nicolás Maduro, o sucessor de Chávez, como autor de crimes sistemáticos contra a humanidade. A CPI fala das torturas e violência policial.

Mas a Venezuela é uma democracia pujante. Rebelde. Que resiste ao imperialismo e ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos. Uma vítima, portanto. Personagem idêntico ao de Cuba.

Abraçar Nicolás Maduro é empurrar para o mar mais e mais imigrantes.

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