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América Latina

Mais uma eleição na Venezuela. E dai?

“O governo Maduro foi eleito. Não é uma ditadura e teve seu governo eleito. Cuba não é ditadura. Teve eleições recentemente”, disse em 2018 o então presidenciável Guilherme Boulos, do PSOL. “A Venezuela é uma democracia tão democrática quanto a brasileira e a americana”, definiu Ciro Gomes, que também concorreu naquela ano pelo PDT. Neste domingo, a Venezuela realizará mais uma eleição em 21 anos de chavismo. Será a 21ª consulta popular no mesmo período. Talvez nenhum lugar do mundo tenha realizado tantas. E dai?

Boulos e Ciro, que nutrem projetos pessoais de governar o Brasil, parecem ter em comum a visão de que Democracia se resume a voto. Coreia do Norte e Cuba, tem eleições. E dai?

Por mais paradoxal que seja, a destruição institucional da Venezuela passou por eleições. Por uma série de processos fraudulentos que minaram a confiança dos venezuelanos, mas sempre serviu de justificativa para dizer que apesar dos pesares, o país ainda era uma democracia. Pois, afinal, há eleições.

A ficção deste domingo faz parte de um projeto de longa data do chavismo. As eleições, parte da oposição, observadores internacionais são ingredientes da fachada que o regime usou para chegar onde chegou.

Maduro já fundou um regime autocrático há tempos. Mas conta com o apoio de alguns tolos e outros mal-intencionados para fazer de conta que é vítima do imperialismo e que tenta manter a resistência contra a sempre iminente invasão estrangeira.

O mesmíssimo receituário dos cubanos.

Na coluna publicada pela Gazeta do Povo conto um pouco da história das eleições do o que está por vir na Venezuela.

Spoiler: o regime Maduro, como sempre, sairá vendedor.

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