Loading
Relações Internacionais

Para os EUA, a pesca ilegal aumentará as tensões geopolíticas

A Guarda Costeira dos Estados Unidos divulgou ontem um relatório sobre a pesca ilegal no mundo. O documento de 40 páginas traz um panorama da atividade criminosas que os americanos afirmam estar ocorrendo, em graus diferentes, no litoral de praticamente todos os países. Segundo as estimativas, um em cada cinco peixes pescados nos oceanos tem origem ilegal. Em um mercado que movimenta mais de 401 bilhões de dólares, a pesca clandestina rende dezenas de bilhões de dólares para as redes criminosas que violam as águas de países soberanos ou pesquem em águas proibidas.

O relatório alerta ainda para as ameaça à segurança alimentar global. Cerca de 3,3 bilhões de pessoas, quase metade da população mundial, dependem de peixes como parte importante de sua dieta de proteínas de origem animal. A pesca clandestina é quase sempre predatória e exerce pressão sobre os estoques pesqueiros, sobretudo em países mais vulneráveis na África, Ásia e América do Sul.

Estima-se que 93% dos principais espécies peixes marinhos do mundo já sofrem com a sobrepesca. Os pesqueiros ilegais, como os que agora invadem áreas protegidas no entorno de Galápagos, no Equador, podem desestabilizar o equilíbrio dos ecossistemas reduzindo drasticamente os estoques pesqueiros no futuro.

Há, segundo o documento, um risco constante do aumento de tensões geopolíticas que serão provocadas pelo aumento das atividades ilegais no oceanos. Estão em risco  segurança econômica de comunidades inteiras e alguns pesqueiros ilegais têm feito uso da violência para apartar embarcações levais em autênticas ações de pirataria contra navios legais.

Há sinais claros da origem dos agressores, embora muitas vezes eles naveguem em embarcações apátridas. Segundo os americanos, Estados agressivos que não respeitam a soberania e o direito a exploração exclusiva de suas águas territoriais. Os militares americanos dizem que é responsabilidade dos governos reprimir os pescadores ilegais que atuam em embarcações de seus países.

A China é tratada no documento como a principal preocupação. Donos do maior frota de pesca marítima, os chineses são os campeões globais de violação da soberania dos outros países. Embarcações da China já foram interceptadas pescando ilegalmente nas Zonas Econômicas Exclusivas de estados costeiros de todo o mundo. As investigações mostraram ainda que diversos navios sem bandeira que foram flagrados no Pacífico Norte eram provenientes da China.

O relatório cita, ainda que há registro de hostilidades por parte da Marinha da China contra navios de outras nacionalidades que estão atuando dentro da lei em águas internacionais ou até mesmo em águas soberanas de outros países com o objetivo de intimidar pescadores.

Para o governo americano, os objetivos estratégicos marítimos de longo prazo do Partido Comunista Chinês devem vir acompanhados de um controle mais responsável sobre as embarcações de seu país e respeito à soberania dos demais.

Os Estados Unidos sugerem um esforço global para reprimir as pilhagem dos estoques pesqueiros e a manutenção da soberania de cada país sobre suas áreas de domínio marítimo. E como parte inicial dos esforços, os EUA prometem intensificar ações de repressão aos pesqueiros ilegais.

 , , ,
Wordpress Social Share Plugin powered by Ultimatelysocial