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América Latina

Na Venezuela de Maduro, enquanto o povo passa fome, o regime exporta comida

A escassez de alimentos é uma das maiores tragédias do chavismo. A carência de nutrientes fez com que os venezuelanos perdessem em média, 11,4 quilos, como foi diagnosticado em 2017. Com a economia em frangalhos, as maiores marcas do governo de Nicolás Maduro são a violência, a criminalização do Estado e a fome. Fatores que levaram mais de 5 milhões de venezuelanos a deixar o país. Apesar do colapso no fornecimento de comida para a própria população, em 2018, o regime exportou 337,8 milhões de dólares em gêneros alimentícios. Desconsiderando os produtos minerais como o petróleo, os alimentos representaram 7,5% do comércio exterior venezuelano.

O paradoxo é fruto de uma necessidade vital para ditadura de Maduro. A carência de dólares. Com a destruição da estatal petroleira, a PDVSA, que atualmente produz menos petróleo produzia em 1943, o regime não vê problema na saída de alimentos para o exterior. O principal destino, segundo as estatistas de 2018, foram os Estados Unidos. Os venezuelanos enviaram 40,7% das exportações de gêneros alimentícios vai para o mercado americano.

Culpa dos gringos. Nada disso. Os exportadores venezuelanos miram os Estados Unidos pelo simples fato que de é o melhor mercado do mundo. E tratando-se da Venezuela há a vantagem de ser bastante próximo. Menos de duas horas de voo separam Caracas de Miami.

De 2013 a 2018, por exemplo, as exportações de peixes e outros frutos do mar teve um crescimento de 64,3%, chegando a 208,9 milhões de dólares. Nada menos de 50% foi vendido nos supermercados dos EUA.

O regime de Maduro reconheceu pela primeira vez um, em 2018, índice de escassez de alimentos de 67%. Trabalhos independentes mostraram, entretanto, picos que superaram 80%. Apesar da carestia equiparável a de países e guerra, Maduro segue em frente ignorando o povo e com a complacência de muitos, dentro e fora da Venezuela.

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