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Relações Internacionais

A América Latina no centro de uma disputa global

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, venceu ontem a sua primeira batalha eleitoral da temporada. Seu candidato, Mauricio Claver-Carone, foi eleito para comandar o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Nunca antes, a eleição para presidir o banco de fomento mobilizou tanta gente dentro e fora dos Estados Unidos. Por esta razão, o resultado de ontem foi celebrado pela Casa Branca como um fundamental para o próximo mandato de Trump, que em novembro tentará a reeleição.

O governo americano montou um plano para tentar diminuir a dependência em relação às fábricas instaladas na China. A ideia é incentivar a melhoria da infraestrutura e incentivar a transferências de empresas e empregos da Ásia para a América Latina.

Painel da votação on line que confirmou a vitória de Claver-Carone

Atual conselheiro de Trump para a região, Claver-Carone foi escalado para comandar um dos braços da estratégia americana que além de reduzia a dependência em relação à China, faz com que os Estados Unidos se reaproximem do continente, atualmente sobre massiva influência de Pequim.

Em 2019, o BID teve uma carteira 54,2 bilhões de dólares. Claver-Carone e Trump planejam uma nova capitalização do banco que deve elevar para 80 bilhões de dólares os ativos da instituição que terá como missão redesenhar o modelo de desenvolvimento da região.

Com a retirada das candidaturas rivais, Claver-Carone, como se vê acima, obteve com folga os votos necessários para sua eleição. Argentina e México que se opunham ao seu nome se abstiveram. A China, que também é acionista do BID, se retirou da votação em um claro gesto de protesto.

Segue o link de uma coluna que escrevi em agosto sobre o que estava em jogo com a eleição de Claver-Carone.

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